POLPA CÍTRICA


A exigência em qualidade e padronização exigida pelo
mercado consumidor é atendida mediante o abate de animais
jovens. O sistema de confinamento geralmente baseia-se em
rações de alta concentração energética, tendo o milho como
principal componente.

Considerando o elevado custo deste ingrediente e que a
alimentação representa uma parcela significativa no custo
total de produ ...

 


A exigência em qualidade e padronização exigida pelo
mercado consumidor é atendida mediante o abate de animais
jovens. O sistema de confinamento geralmente baseia-se em
rações de alta concentração energética, tendo o milho como
principal componente.

Considerando o elevado custo deste ingrediente e que a
alimentação representa uma parcela significativa no custo
total de produção; a utilização de subprodutos gerados nas
indústrias processadoras de alimentos, como a polpa
cítrica, apresenta-se como uma alternativa ao uso de fontes
energéticas tradicionais, podendo reduzir o custo de
produção.

A polpa cítrica (PC) é um subproduto da indústria da
laranja caracterizada por seu elevado valor energético, 13%
inferior ao do milho, segundo NRC, 1996 e por possuir
peculiaridades de fermentação que a coloca como produto
intermediário entre volumoso e concentrado (FEGEROS et al.,
1995). Além da vantagem econômica, a época de produção é
favorável. Como a safra da laranja é iniciada em maio e
concluída em janeiro, esse período coincide com a
entressafra de grãos como o milho e com a época de escassez
de forragem (CARVALHO, 1995).

Apesar de ser considerado um concentrado energético, a
polpa cítrica apresenta teor maior de fibra do que os
concentrados energéticos tradicionais, principalmente em
relação aos valores de FDA e FDN. A pectina, principal
constituinte da polpa cítrica, é considerada um carboidrato
estrutural, perfazendo a fibra, mas nutricionalmente é
considerada parte da fração carboidratos não estruturais,
pelas suas características peculiares de degradação ruminal
(HALL, 2003).

É conhecida a importância da fibra em rações para animais
ruminantes, uma vez que esta atua na manutenção da
motilidade ruminal e estímulo à ruminação. Welch e Smith
(1971), trabalhando com ovinos, compararam os estímulos à
ruminação exercidos pela polpa cítrica em relação ao feno
picado e observaram que a PC promoveu ruminação semelhante
ao feno picado por unidade de parede celular (FDN).

Para animais jovens, que apresentam crescimento acelerado,
são utilizadas altas proporções de concentrados, podendo
haver deficiência de fibra na ração. Quando os ingredientes
energéticos são substituídos por PC, consegue-se elevar o
teor de fibra, sem que haja redução no valor energético da
ração e no consumo, uma vez que, na PC, o teor de FDN é
ligeiramente superior ao de FDA (CARVALHO, 1995). A
utilização de PC pode ser considerada uma importante
ferramenta para o aumento nos teores de fibra sem que haja
redução na digestibilidade ou no consumo da ração.

Sampaio et al. (1984) utilizaram novilhos da raça Nelore e
substituíram o milho por PC em diferentes teores (100% PC,
50% PC e 50% milho e 100% milho) contendo 60% de
concentrado na ração. Não constataram diferença no ganho de
peso, porém a conversão alimentar foi inferior na ração com
PC.

Ao estudarem a substituição do milho (40%, 60%, 80% e 100%)
pela PC em rações com 50% de concentrado para bovinos em
terminação, nas variáveis: ganho de peso, consumo de MS,
conversão alimentar, Prado et al. (2000) não encontraram
diferença entre os tratamentos. Da mesma forma, Vijchulata
et al. (1980), utilizando rações isoprotéicas com 85% de
concentrado substituíram o milho por PC e não observaram
diferenças no ganho de peso e na conversão alimentar de
novilhos em terminação.

Henrique et al. (2004) avaliaram o efeito da substituição
do milho pela PC utilizando tourinhos Santa Gertrudis. Os
teores de inclusão de PC (0, 25, 40 e 55% na MS em
substituição parcial ou total do milho) em rações contendo
80% de concentrado não influenciaram as variáveis ganho de
peso, consumo de matéria seca e eficiência alimentar, sendo
concluído que a PC pode compor até 55% da MS das rações e
substituir totalmente o milho moído.

Utilizando bovinos em fase de terminação, Pereira (2005)
avaliou a substituição parcial ou total do milho moído fino
por PC em rações contendo 70% de concentrado e 30% de
silagem de cana-de-açúcar e verificou que não houve efeito
da substituição do milho por PC no teor de 50% nas
variáveis ganho de peso e consumo de matéria seca.
Entretanto, a substituição de 75% e 100% do milho pela PC
causou redução linear destas variáveis.

Leme et al. (2000) conduziram um trabalho avaliando a
proporção de concentrado e dois ingredientes energéticos
(milho ou polpa cítrica) na ração de tourinhos da raça
Santa Gertrudis e verificaram que não houve efeito do
ingrediente quando o teor de concentrado alcançou 20%. No
entanto, foi verificada redução de 50% no ganho de peso
vivo, quando o milho foi substituído totalmente pela polpa
cítrica em rações contendo 80% de concentrado.

Poucos estudos sobre a substituição do milho por PC na
ração de cordeiros em terminação são encontrados na
literatura. Bueno et al. (2004), trabalhando com cordeiros
confinados das raças Suffolk e Santa Inês, alimentados com
silagem de milho ad libitum e concentrado na quantidade de
3% do peso vivo, substituíram 0, 36, 64 e 100% do milho
utilizado no concentrado por PC e verificaram ganhos de
peso de 202, 206, 217, e 226 g/dia, respectivamente. Não
houve diferença no ganho de peso, consumo e conversão
alimentar dos cordeiros, entretanto, a proporção de
concentrado da ração foi inferior a 90%.

Por outro lado, Martinez e Fernández (1980), utilizando
rações contendo zero, 30 e 60% de PC na alimentação de
cordeiros em confinamento, encontraram ganhos de peso de
312, 272 e 234 g/animal/dia, respectivamente. Esses autores
concluíram que o ganho de peso e a conversão alimentar
decresceram com a inclusão de PC na ração.

Rodrigues (2006) realizou um estudo para avaliar a
substituição parcial ou total do milho moído por polpa
cítrica em rações contendo 90% de concentrado e 10% de feno
de "coastcross¨, na alimentação de cordeiros da raça Santa
Inês confinados. As rações utilizadas consistiam na
substituição do milho pela polpa cítrica conforme os
tratamentos apresentados na tabela 1.

Tabela 1. Proporção dos ingredientes e composição química
das rações experimentais (% na MS)



¹ Tratamentos: 0PC: sem substituição do milho pela polpa
cítrica; 24PC: 33% de substituição do milho pela polpa
cítrica; 46PC: 67% de substituição do milho pela polpa
cítrica; 68PC: substituição total do milho pela polpa
cítrica na MS da dieta.

Os dados obtidos por Rodrigues (2006) estão apresentados na
Tabela 2. Pode-se observar que o tratamento 24PC, no qual
houve a substituição de 33% do milho por PC, os cordeiros
apresentaram ganho de peso satisfatório (267 g/dia).

Esta combinação de fontes de carboidratos de alta
digestibilidade ruminal (amido e pectina) pode ter
beneficiado a sincronização da degradação ruminal entre
proteína e energia, podendo justificar o bom desempenho
observado para a substituição de 33% do milho pela PC. No
entanto, substituições maiores (67 e 100%) afetaram
consideravelmente o GMD, numericamente cerca de 1,5 vezes
para o tratamento onde a PC substituiu totalmente o milho,
quando comparado com o tratamento controle.

A substituição do milho pela polpa cítrica em 33% não
alterou o consumo em relação à ração controle. Entretanto,
a inclusão de polpa cítrica nos teores de 46,10 e 68,40% da
MS (67 e 100% de substituição) na ração influenciou no CMS
negativamente e encontram-se abaixo da média recomendada
pelo NRC (1985) para ovinos desta categoria, a qual varia
entre 1,0 a 1,3 kg MS/animal/dia. Os valores encontrados
para consumo de matéria seca (CMS) variaram entre 0,843 a
1,007 kg/animal/dia podendo justificar os resultados de
desempenho.

O autor concluiu que a polpa cítrica pode ser incluída para
substituir o milho na ração de cordeiros da raça Santa Inês
em confinamento até a proporção de 23,7% na MS.

Tabela 2. Ganho de peso médio diário (GMD), consumo de
matéria seca (CMS) e conversão alimentar (CA) dos cordeiros
confinados



1 Tratamentos: 0PC: sem inclusão de polpa cítrica na dieta;
24PC: 33% de substituição do milho pela polpa cítrica;
46PC: 67% de substituição do milho pela polpa cítrica;
68PC: substituição total do milho pela polpa cítrica na
dieta;
2 Erro Padrão da Média;
3 Efeito de tratamento;
Efeito quadrático;

Nos trabalhos realizados com o intuito de avaliar a
substiuição do milho por polpa cítrica, verifica-se na
maioria deles que grandes quantidades desse subproduto
deprimem o consumo, portanto é necessário analisar a
proporção de concentrado utilizado na ração. Além disso, o
custo final das rações ira determinar a possibilidade de
uso deste ingrediente.

A utilização deste subproduto certamente contribui para
reduzir o custo de produção; entretanto o produtor deve
estar atento às variações dos preços do milho e da polpa
cítrica nas diferentes épocas do ano. Outro fator de grande
importância é a capacidade de armazenamento da polpa
cítrica na propriedade, uma vez que trata-se de um
subproduto que se encontra disponível no mercado em
determinado período do ano, podendo ser utilizado na
alimentação do rebanho o ano todo.

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